segunda-feira, 26 de agosto de 2013

NÃO PEÇA

Não me peça parcimônia!
Teu corpo é convite à farra,
Superação de instintos e desempenho,
Doação imediata e integral, capitulação
Ao que invade e subjuga, liquida total.

Parcimônia e calma como
Se te pões refeição a faminto,
Arma municiada em combate,
Abate do meu corpo em ânsia,
Simples anexo do que desejas
E impões, soberana e lasciva,
Entre gritinhos e orgasmos?

Contenção e calma onde,
Se mais não sou agora
Que rendição aos teus predicados,
Gritinhos e orgasmos estendidos na cama?

Se me morro um pouquinho agora
É para me ver renascido, depois.

Te amo!

Francisco Costa

Rio, 24/08/2013.

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