terça-feira, 10 de setembro de 2013

Mandarei rosas
Rubras rosas de amor ardente,
Talhadas em fragilidade vermelha.

Rosas, genitália vegetal
Em simbólica insinuação,
Displicente e disfarçado convite.

Só rosas, não mais... Rosas
Nascidas do verde, para destoar.

Rosas que não choramingam as tardes,
Nem as manhãs e nem nunca,
Porque completas em si, independentes.

Rosas carmins, encarnadas, cor de sangue
Que se faz volúpia nas veias apaixonadas,
No chão das guerras inúteis, por nada.

Rosas, rosas, rosas... Tantas e tão intensas
Que cada um se perca entre elas,
Contaminados do odor,
E conhecedor dos espinhos,
Ninguém mais morto no isolacionismo.

Mandarei rosas
Rubras rosas de amor ardente,
Convite a não estar só,
Símbolo do socialismo.

Francisco Costa

Rio, 05/09/2013.

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