segunda-feira, 20 de maio de 2013

QUERÊNCIA


Você me pede
um voto de fidelidade
uma prova de amor.

Pode o sol, brilhando,
dizer “eis que brilho?”
Ou as estrelas na noite,
consteladas-cintilantes
afirmar “nós somos?”

Ao que é está
interdito dizer sou.
Ao que está é
proibido dizer estou.

Para que tenho olhos,
senão para desmentir
o que as vezes falo
ou quase sempre calo?

O meu olhar
e o meu silêncio,
sobretudo o meu silêncio,
são os votos de fidelidade
e as provas do meu amor.

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