domingo, 1 de setembro de 2013

OBAMA BABA

Diviso tempestades sombrias,
Trovões cuspidos da insanidade,
Corpos boiando em lama e fogo.

Obama baba, o capital acordou
E em diabólica alquimia
Quer transformar sangue em petróleo.

Eis que é chegada a hora não desejada,
A da imposição de mãos sobre a covardia,
De dizer não ao que não se presta à poesia.

Obama baba. Sua saliva, veneno e fel,
Escorre no solo das consciências,
Forma charcos de indignação, lagos de ódio.

Mas antes que se torne mar e mais cresça,
Tornando-se oceano, voltará a sensatez.

Um dia talvez. Por enquanto... Obama baba.

Francisco Costa

Rio, 01/09/2013.
Bom dia, setembro, o que me trazes?
As pazes com a vida e a confiança perdida,
O aumento dessa esperança comedida?
Porque flores e pássaros, luz e som, sei,
Estão na tua bagagem de sempre, e bela.

Trarás alegria e praia, uma flor amarela,
Chuva miúda e pouco continuada, sóis
Permanentes iluminando cada florada.

Mas sem paz e felicidade, isso é nada.
Que as tuas fadas e duendes, gnomos
Dancem nos jardins e campos, florestas
Mas sem esquecer de dançar em nós,
Porque dançar é tudo o que nos resta.

Comecemos então a dança da esperança!
Bom dia, setembro!

Francisco Costa

Rio, 01/09/2013.