segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

ABRACE-ME

Abrace-me,
Abrace-me forte,
Minha carência é imensa,
Maior que as maiores cordilheiras.

Abrace-me, abrace-me terna
E doce, como se em última vez.

Falta-me o ar, o chão, o mundo,
Tragados na volúpia de um golpe
Que me prostra impotente,
Amealhando raiva.

Abrace-me, abrace-me
De assexuado abraço,
Feito só de consolo
E cumplicidade,
De amor disfarçado,

Abrace-me em exorcismo
Ao que me golpeia o ânimo
E derrota a vontade,
A este estar naturalmente triste,
Arredio ao que encanta e seduz,
Como se sob pesada cruz,
Talhada em desesperança.

Logo virão os cravos da solidão,
Os chicotes da punição,
A coroa posta no pranto.

Faz-se urgente lembrar-me
Que o calvário antecede
A ressurreição.

Abrace-me.
Silenciosamente, abrace-me
E só me solte quando sol voltar.

Francisco Costa

Rio, 11/01/2017.

4 comentários:

  1. A lua girou, girou
    Traçou no céu um compasso
    Eu bem queria fazer um travesseiro dos teus braços
    Travesseiro dos meus braços do não faz se não quiser
    Sustenta a palavra de homem
    Que eu mantenho a de mulher

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  2. Vem prós meus braços que vou embalar você.
    Fazer cafuné, cantar um luluby até adormecer no meu seio de mulher!
    De mansinho, te recosto na cama,cubro com uma manta dou um beijo suave na testa.
    E fico a velar teu sono
    Meu eterno amor

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