terça-feira, 29 de abril de 2014

O tempo não apaga.
O tempo só esconde
O que a velhice vai revelar.

Nossos beijos de meninos,
As margaridas na floreira,
As mangas pendentes
Das manhãs de dezembros,
As vozes dos velhos avós
Dormitam por bom tempo,
Aparentemente apagadas,
Mas de encontros marcados
Quando chegar o tempo de,
Definitivamente,
Tudo se apagar.

Francisco Costa

Rio, 06/04/2013.

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