quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Por tua sensualidade viscosa
Escorrendo em mim
Vou te chamar de meu mel.

Pelo sabor doce do beijo
E o ligeiro ácido do hálito,
Só a chamarei de meu mel.

Assim, quando já velhinha,
Cristalizada e pouco viscosa,
Mas de mesmo hálito e sabor
Eu não precisarei trocar teu nome,
Murmurando em teu ouvido
Meu mel.

Francisco Costa

Rio, 17/10/2013.

Nenhum comentário:

Postar um comentário