sábado, 22 de fevereiro de 2014

Sim, palpita ainda
No mais recôndito de mim,
Escondidinho, secreto
Desejo ardente de encontro,
De entrega urgente,
Em apelo: pra nunca mais!

Porque fugir, tentar escapar,
Se se repete em tudo
O mesmo rosto escancarado,
Em apelo de não tem jeito?

Como dar as costas,
Se por na estrada em definitivo
Se a estrada termina no início
E o que penso partida
É sempre chegada?

Entre a intenção e a decisão
O coração sempre retorna
Enquanto as pernas vão.

Francisco Costa
Rio, 16/02/2014.

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