sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ritual de erotismo posto na colcha,
Ela encarna demônios de encanto
E se supera na arte da sedução.

Há nela qualquer coisa que flana,
Flutua, como pote de mel derramado.

Se quieta, arquiteta planos sensuais.
Em ação, tempestade em exercício,
Revolução de tudo em pleno curso.

Insaciedade em permanência,
É permanente recomeço
Porque sempre continuidade
Erigindo paraísos na cama.

Não sei de onde veio,
Sequer o que pretende,
Só sei que é... E que está.

Francisco Costa

Rio, 26/04/2013.
Quero-te incondicionalmente,
Sem exigências e cobranças,
Pronto à capitulação de apaixonado,
Em adendo ao que em ti mal cabe.

Quero-te sempiterno, anônimo
Mas obrigatório, como moluscos
Disfarçados em conchas, estrelas
Perdidas em constelações, presença
Obrigatória mas disfarçada, discreta.

Quero-te como se querem sombras
Os que moram no que ocupa espaço
E se anunciam principal e presente.

Quero-te tanto e tão profundamente
Que abro mão de mim e me anulo
No intuito único de não ofuscar
O que ostentas linda: teu brilho,
Lucilação de mel e cores, sabores
Ardendo em mim, no meu coração.

Francisco Costa

Rio, 27/04/2013.