Urge que te faças sombra
Porque sobras, excedes
Nesse meu coração cansado.
Trago agora a inconstância
Do que não se permite permanente
E morre um pouco aos poucos.
Minha vitalidade, a despetalei
No combate das dúvidas,
Em lutas que não comecei.
Agora só quero o silêncio.
O silêncio feito de estar só,
O silêncio feito de ausências.
Urge que te faças sombra
Porque, sombrio,
Sou só o fim de um susto.
Francisco Costa
Aqui é o cantinho onde me desnudo, e livre das roupas das convenções, da preocupação de me mostrar palatável, politicamente correto, em média com o próximo, me dou inteiro, sem predicados e adjetivos, nos meus versos, nos meus poemas, na minha literatura. Bem vindo. Espero que goste.

