sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sempre que te vejo
Escorro-me em versos,
Suando ansiedade,
Desejando-me junto.

Tens algo que não sei,
Seriedade no rosto
Em desafio de por a prova
E conferir se confere,

Um jeito de ocupar
E se fazer total
Tomando espaços.

Por isso esse deslumbre.
Sempre que te vejo
Escorro-me em versos.

Francisco Costa.

Rio, 23/05/2013.
Sem ter o que escrever
Porque vazio, cheio de você,
Perambulo meus corredores,
E no interior de mim
Só encontro você.

Se vou ao verso
As palavras fogem em revoada,
Por não dizerem nada,
Estarem eclipsadas por você.

Já não sei o que fazer.
Os poemas têm urgência,
Mas não consigo me livrar de você,
Ocupação que eu supunha ocasional
Mas que fincou morada,
Calando versos, apagando canções,
Deixando-me assim, vazio de mim
Porque todo cheinho de você.

Francisco Costa
Rio, 27/05/2013.